segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

A HISTÓRIA POR TRÁS DA TERRA FLOR

Foto do pôr do Sol, cais de Ibotirama 



  Ibotirama é uma cidade localizada no interior da Bahia, e tem uma história pregressa muito rica, embora pouco documentada. Localiza-se na microrregião de Barra e mesorregião do Vale São Francisco da Bahia. Está a 652 quilômetros a Oeste da capital Salvador. O último censo demográfico, datado do ano de 2010, registrou 25.422 habitantes. O levantamento mais atual, datado de 2019, levantou 26.927  O nome da cidade vem da língua tupi guarani (Yboty-rama), o que significa “terra das flores”. Existiam muitas tribos que aqui viviam, antes de se consolidar por indivíduos brancos de sangue português. Eram os Tamoios, Cataguás, Xacriabás, Aricobés, Tabajaras, Amoipira, Tupiná, Ocren, Sacragrinha e Tupinambás.

    Os parágrafos seguintes passarão pelas influências que a capital exerceu na cidade, sejam elas sutis ou maiores, a ponto de ser observada sem grandes aprofundamentos. Dentro da historicidade baiana, o município desempenha um papel interessante desde o período colonial, quando ainda estava bem longe de ser o que é hoje. Sua cultura tem muito a acrescentar dentro da Bahia.


Igreja de Nossa Senhora da Guia (Foto: Wikipedia)

   No Século XVII, fazia parte do território do município de Santo Antônio do Urubu (atual Paratinga), ocupado por fazendas. Como se sabe, naquele período, no século pregresso, essas terras eram pertencentes a Antônio Guedes de Brito, latifundiário que recebeu as Sesmarias, segundo maior latifúndio do Brasil. Em 1732, era a Fazenda Bom Jardim, território pertencente à Joana da Silva Caldeiro Pimentel Guedes de Brito, e formou-se posteriormente o arraial com o mesmo nome.

     A influência de Salvador existe a partir do momento em que se edifica a capela de Nossa Senhora da Guia do Bom Jardim (foto acima). Uma das maiores  heranças trazidas desde o descobrimento do Brasil, realizada pelos Jesuítas, se não a maior, é a Igreja Católica. Quase todo povoado, por menor que seja, tem uma igreja edificada, o que garante essa realidade dentro do que ocorreu nos anos iniciais do país. O objetivo era catequizar os indígenas e demais pessoas, para a salvação da alma das mesmas.

    Sobre o arraial ainda, é possível definir que os boiadeiros e tropeiros gostavam dessa região, justamente por causa da mesma estar disposta como travessia do Rio São Francisco. Com o comércio e a disponibilidade de um solo fértil para as plantações e atividades da pecuária, a motivação de mais pessoas pertencentes a outras regiões foi grande. Esse é outro detalhe que foi trazido de Salvador, e se torna até os dias de hoje as atividades mais rentáveis do município.

  Em 1931, já como povoado para Jardinopólis, e, posteriormente, de acordo com o decreto Nº 177, Ibotirama, em 31 de Dezembro do ano de 1943. Até aquele período a cidade era um dos braços de Paratinga, o que mais tarde viria a ser emancipada, em 14 de Agosto, do ano de 1958. Uma das tradições mais conhecidas da cidade são as festividades que ocorrem justamente nesse mês, com direito à manifestações artísticas de Música e Poesia. 

    Nos textos seguintes, terão outras postagens a respeito dos festivais e demais manifestações que até hoje são retratadas na cidade. 

REFERÊNCIAS


IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ba/ibotirama/historico

Um comentário:

  1. Parabéns pela sua pesquisa, colega! Muito interessante conhecer um pouco mais a respeito da história da nossa amada cidade.

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